Mostrar mensagens com a etiqueta Pensamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pensamentos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de abril de 2015

...

Gostava de chegar aqui e escrever, escrever sobre tudo o que penso, o que observo. Sinto-me vazia só de pensar que vou escrever.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Carrossel

É impressionante como em poucos momentos podemos passar por sentimentos tão distintos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mais do Mesmo

Estou naquelas fases / dias que preciso concentrar-me bastante para não ir abaixo. Leio coisas que deveriam provocar-me sorrisos, que deveriam dar-me alento, mas a angústia quer instalar-se no peito.
Depois de finalmente ter mudado de casa, de termos espaço para nós e para a nossa menina, depois de termos decidido que afinal a estadia em Londres vai de facto prolongar-se, depois de termos a certeza que iremos ter ajuda familiar em permanência, talvez (in)conscientemente me sinta mais longe de casa.
Ao ver as imagens de Portugal, dos locais onde nasci e cresci, onde me identifico, sinto que estou a perder a ligação ao meu canto. Não a ligação cultural ou emocional, mas a física. E essa distância dói.
Continuo a olhar para as pessoas no seu meio, e acho que essas pessoas não entendem a sorte que têm, o privilégio que é poderem misturar-se com a calçada portuguesa, com o céu azul, com o mar e o seu cheiro; com as pessoas a expressarem-se sempre na sua língua mãe. Não há dinheiro que pague esse conforto! Mas não é fácil encontrar uma forma de sobrevivência digna.
Olho para a minha menina e sinto a maior tristeza em pensar que ela se está a desenvolver fora de Portugal, a criar raízes em Inglaterra, noutra língua que não a nossa.
Dói não reconhecer muitas histórias que a Maria João aprende e que não fazem parte da minha infância. Por outro lado tenho o maior orgulho no seu desenvolvimento, na sua capacidade de absorção de informação em duas línguas. Não quero, contudo, que ela se esqueça que é portuguesa, onde nasceu e para onde nós possamos levá-la o mais brevemente possível.
Ontem escrevi que me sinto exilada em Londres, não por questões políticas, mas por mera questão financeira. Não consigo voltar... Não podemos correr esse risco com a nossa menina.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Humildade vs Ambição (ou mero desejo, ou objectivo, ou capricho)

Pensando em tudo o que tenho, material e imaterial, só posso chegar à conclusão de que sou uma pessoa muito sortuda. Todos temos saúde! Esse é o bem mais precioso que de facto podemos ter; temos conforto suficiente que nos permita ter os bens essenciais para o nosso bem estar e para o desenvolvimento saudável da nossa filha.
Por isso acho que devia ser mais humilde em relação à vida! Penso também que não há mal em ser ambiciosa, em querer um pouco mais para nós. Em querer regressar para o nosso canto, onde acredito que possamos ser mais felizes, onde sinto que pertencemos. Estando aqui há quase 5 anos, onde a nossa filha tem crescido (desde os 8 meses), tenho obviamente receio que o canto dela seja este (também). A minha urgência no regresso deve-se também a isso.
Penso ainda que só conseguiremos concretizar este objectivo no momento em que me torne mais humilde e aceite de coração aberto o que já temos! Acredito que nesse dia venha o nosso presente.
Não acredito em destino, mas dou por mim a pensar que talvez todos nós tenhamos um percurso de vida já delineado, dependendo sempre da nossa intervenção de acelerar o alcance dos nossos destinos. Se assim for, se o percurso estiver de alguma forma delineado, se estivermos sempre atentos ao que a vida nos vai trazendo e trabalharmos com verdadeira dedicação ao que nos propomos, atingiremos o nosso objectivo. Quero acreditar que sim!
Uma vez o meu pai disse-me que “há males que vêm por bem” e senti dentro de mim que essa é uma das verdades na vida. A minha dificuldade reside em aceitar o que a vida nos oferece porque nem sempre é o que sonho para nós.
Qualquer um de nós tem direito a sonhar, não há mal nenhum nisso, e não há mal nenhum em pretender o melhor para si e para os seus.
Tenho muito receio de estar a querer uma coisa que não seja o melhor para nós. Tenho o maior receio de sair da estabilidade e não conseguir mantê-la. Tenho o maior receio de prejudicar o desenvolvimento da nossa filha.
Não há lugar para três ou quatro pessoas no local onde nasceram?
O ideal é saber conjugar ambição e humildade e manter o sorriso! A dificuldade é conseguir saber conjugar ambição e humildade e manter o sorriso!